Postagens

A PEQUENA VENDEDORA DE FÓSFOROS - Conto Clássico Fantástico - Hans Christian Andersen

Imagem
A PEQUENA VENDEDORA DE FÓSFOROS Hans Christian Andersen (1805 – 1875) Assim como os Irmãos Grimm e Charles Perrault, o dinamarquês Hans Christian Andersen é uma grande estrela a cintilar no universo fantástico dos contos de fadas. “ A Pequena Vendedora de Fósforos”, porém, destoa dos folclóricos e alegóricos contos da carochinha. Sem perder os contornos fantásticos, mergulha no impiedoso mundo da fome, da miséria e da solidão. No último dia do ano, uma garotinha extremamente pobre enfrenta o frio e a neve para vender os seus fósforos. Mas ninguém quer comprar em sua mão, nem se apieda de sua miserável condição... Um conto trágico. Uma das mais tristes e comoventes histórias jamais escritas. Fazia um frio terrível, nevava e começava a escurecer. Era a última noite do ano, véspera de Ano-Novo. Em meio ao frio e à escuridão, caminhava pela rua uma menina pobre, com a cabeça descoberta e os pés descalços. Ao sair de casa, ela bem que levava consigo um par de chine...

DIZIGÓTICOS - Conto de Terror - Danilo Seraphim

Imagem
DIZIGÓTICOS Danilo Seraphim Em 1985 na Santa Casa de Misericórdia da Cidade de Caveiras, ao Norte do estado do Paraná, Breno e Brígida vieram ao mundo. A família morava em uma casa de madeira aos fundos de uma loja de material de construção em um bairro colonizado por poloneses. A dona Irene ficara muito surpresa, logo depois, quando lhe trouxeram os gêmeos no quarto, pois ela dizia que nunca sentira que havia dois seres na sua barriga e ela esperava apenas um filho, ou filha (naquele tempo nem todas as pessoas podiam saber antes o sexo do bebê), mas ao mesmo tempo estava muito feliz: — Veja, Antônio, temos um casal. Um casal lindo—dizia a mulher eufórica. — Sim, Irene, eu queria muito um filho homem para me ajudar na construção civil e agora ganhamos uma filha também e ela irá lhe ajudar nos serviços domésticos. — Claro, Antônio! — puxa por que será que os homens sempre têm disso, que porcaria! —pensou ela, imediatamente (deveria ter se lembrado de quando sua mãe dizia que ...

MUSOFOBIA - Conto de Horror - Kauan Sueo

Imagem
MUSOFOBIA Kauan Sueo O estado em que a casa me foi entregue não era um dos melhores; era um edifício antigo, muito grande — principalmente se comparado ao cubículo que alugava no centro de Londres — e, claro, muito aterrador. No dia em que pisei em minha mais nova residência, percebi que o seu antigo dono (que possuía um grau de parentesco comigo, que eu, entretanto, nem mesmo tive a chance de conhecer) não cuidava de seu imóvel fazia muito tempo. Pelo que me disseram, morreu de velhice naquela mesma residência; era do tipo solitário, que sofria de uma persistente depressão, que muito provavelmente colaborou para seu falecimento. Além do tempo que demorou para ser encontrado (por volta de uma semana após o falecimento), também houve as semanas que se seguiram depois: os processos legais... ah, me dói a cabeça só de lembrar. Bom, o resultado disso é claro, um abandono do imóvel, que estava lá acumulando poeira por um bom tempo antes que eu pudesse ocupá-lo de fato. No começo, ad...

UM PRESENTE DE NATAL - Conto Clássico Cruel - O. Henry

Imagem
UM PRESENTE DE NATAL O. Henry (1862 – 1910) Tradução de autor anônimo do início do séc. XX A causa do conflito levou vinte anos a crescer. Mas, também — palavra de honra! —, valia a pena. Se o leitor vivesse num raio de trinta milhas em redor do rancho do Sol Levante, todos lhe falariam dela. Tinha os cabelos e os olhos negríssimos, a cútis cor-de-rosa um rir que parecia gorjeio de passarinho. Chamava-se Rosita McMullen e seu pai orgulhava-se mais dela que do seu bem tratado rancho. Acabava ela de fazer os vinte anos quando dois admiradores começaram a frequentar assiduamente a casa do velho McMullen. Dava um pelo nome de Madison Lane, e outro pelo de Frio Kid ou, falando melhor, pelo de Johnny McRoy, porque aquele apelido de guerra não conquistara ainda celebridade. Não julgue, entretanto, o leitor, que só houve estes dois pretendentes à mão de Rosita McMullen. É que estes dois eram os mais renitentes da dúzia deles que, geralmente, ao entardecer, deixavam os cavalos amarr...