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Mostrando postagens de Novembro, 2018

LANÇAMENTO DA BURURU EDITORIAL: HORROR ORIENTAL: CONTOS POPULARES FANTÁSTICOS E SOBRENATURAIS

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HORROR ORIENTAL – CONTOS POPULARES FANTÁSTICOS E SOBRENATURAIS
Lua Bueno Cyríaco (organizadora)

HORROR ORIENTAL – CONTOS POPULARES FANTÁSTICOS E SOBRENATURAIS – é uma coletânea ilustrada de contos de autores orientais que datam do século III ao início do século XX. Reúne autores que se valeram da tradição oral popular para escreverem as suas obras.
Nessa edição, terá o leitor traduções inéditas para a língua portuguesa, de autoria de Paulo Soriano e Lua Bueno Cyríaco,   de narrativas tradicionais da China, Japão e Coréia, escritas, dentre outros, por Gan Bao (285-366),  Pu Songling (1640-1715), Koizumi Yakumo (1850-1904) e Im Bang (1640-1722).
Fantasmas que sangram, cadáveres deambulantes que perseguem implacavelmente os vivos, demônios escondidos sob peles humanas, animais fantásticos, monstros hediondos que atacam os viajantes nas estradas, monges que lutam contra o maligno, aparições e vinganças de além-túmulo... Eis o universo sobrenatural e imensamente macabro que permeia a literatur…

THANATOPIA - Conto Clássico de Terror - Rubén Darío

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THANATOPIA Rubén Darío (1867 — 1916) Tradução de Paulo Soriano

Nascido Félix Rubén García Sarmiento, o poeta nicaraguense Rubén Darío é um dos mais importantes nomes da literatura em língua espanhola de todos os tempos. Consagrado mestre do modernismo, sua prosa enveredou no domínio do fantástico e do terror. “Thanatopia”, conto vampírico em que se nota a influência do movimento pré-rafaelita, malgrado escrito em 1893, somente foi publicado em 1925 na antologia “Impressões e Sensações”, quando já falecido o autor.
— Meu pai foi o célebre doutor John Leen, membro da Real Sociedade de Investigações Psíquicas, de Londres, e muito conhecido no mundo científico por seus estudos sobre o hipnotismo e por sua célebreMemória sobre o Old. Morreu não faz muito tempo. Deus o tenha em sua glória.
(James Leen esvaziou no estômago grande parte de sua cerveja e continuou:)
— Vós tendes rido de mim, e do que chamais de minhas preocupações e minhas ridiculezas. Eu vos perdoo porque, francamente, não suspeita…

A HISTÓRIA DE UM HOMEM SUPERSTICIOSO - Conto Clássico de Terror - Thomas Hardy

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A HISTÓRIA DE UM HOMEM SUPERSTICIOSO Thomas Hardy (1840-1928)
As circunstâncias misteriosas do falecimento William Privett estão associadas a uma das velhas superstições rurícolas inglesas - o prenúncio da morte de alguém por indícios ou aparições sobrenaturais -, e são narradas por Thomas Hardy, autor do clássico "Judas, o Obscuro".

— Houve algo de muito estranho na morte de William. Deveras, muito estranho — suspirou com melancolia o homem na parte de trás do vagão. Era o pai do granjeiro, que até agora havia guardado silêncio.
— O que pode haver sido? —perguntou o Sr. Lackland.
— William, como muitos sabem, era um homem singular, calado. Era possível senti-lo quando estava próximo. E se estava em casa ou em outro lugar qualquer, próximo a alguém, algo úmido adensava o ar, como se a porta do porão estivesse aberta de lado a lado. Bem, era domingo. William estava aparentemente em bom estado de saúde. O sino chamava os paroquianos à igreja para o primeiro ofício. O sacristão diss…

ANA DE LISBETH - Conto Clássico Fantástico - Hans Christian Andersen

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ANA DE LISBETH Hans Christian Andersen (1805 – 1875)
        Ana de Lisbeth era uma moça linda. Seu rosto irradiava juvenil alegria. Os dentes pareciam pérolas finas, os olhos brilhavam como diamantes, diamantes risonhos. Na dança, os pés muito breves saltavam com maravilhosa ligeireza. Infelizmente, seus pensamentos eram ainda mais ligeiros. Apesar de inteligente, deixou-se seduzir por um aventureiro, que em breve a abandonou. Nunca mais houve notícias de tal homem.
Ana teve um filho, criança forte e sadia, mas terrivelmente feia; a mãe sentia vergonha do fruto da sua leviandade e encarregou da criação a mulher do coveiro, sua vizinha. Depois, entrou como ama de leite em casa de uma condessa.
No opulento palácio, deram-lhe um quarto elegante. Deram-lhe também vestidos de veludo e de seda. Então, fez-se exigente e embirrenta. Não aceitava observações. A mínima contradição atacava-lhe os nervos.
O pequeno conde era delicado como um príncipe, belo como um anjo. Ela consagrava-lhe todos os se…