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A MARCA DO LOBISOMEM - Narrativa Clássica de Terror - Montague Summers

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  A MARCA DO LOBISOMEM Montague Summers (1880 – 1948) Tradução de Paulo Soriano   Oswald Frederick Crawfurd, cônsul britânico no Porto, relata uma história de lobisomens que lhe foi contada por um fazendeiro, em cujo casarão recebeu a generosa hospitalidade portuguesa [1] . Um jovem agricultor trabalhava numa fazenda, perto de Cabração, entre as montanhas de Estrica, um dos distritos mais silvestres de Portugal, cujo dono havia desposado recentemente uma jovem dama. Quando se aproximava a hora de o seu primogênito vir ao mundo, tornou-se necessário contratar uma mulher para auxiliar a esposa nas muitas tarefas domésticas. Assim, o jovem ajudante foi mandado para a cidade mais próxima, Ponte de Lima, com a ordem de contratar a primeira jovem e robusta serviçal que encontrasse.  Durante o seu percurso, ele viu, sentada à beira do caminho, uma provável serviçal envolta em um manto castanho, com a qual entabulou uma conversa. Apresentando-se como Joana, disse que era natural

PAULO SORIANO CONCEDE ENTREVISTA AO PORTAL GALEGO DA LÍNGUA - Notícia Literária - Valentim Fagim

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  PAULO SORIANO CONCEDE ENTREVISTA AO PORTAL GALEGO DA LÍNGUA Valentim Fagim   Paulo Soriano , administrador deste blog, concedeu uma entrevista a Valentim Fagim , no Portal Galego da Língua , por ocasião de sua filiação à Associação Galega da Língua , que busca a incorporação do galego ao âmbito linguístico galego-luso-brasileiro. Leiam aqui a entrevista .

OLÁ, AMIGO!: O ENCONTRO DE ZÉ PELINTRA COM WALT DISNEY - Notícia Literária - Lançamento - César Miranda

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OLÁ, AMIGO!: O ENCONTRO DE ZÉ PELINTRA COM WALT DISNEY César Miranda   "Pouca gente sabe, mas… Em 1924, Walt Disney veio ao Rio de Janeiro em busca de inspiração. Ao fim da viagem, retornou com o papagaio “Joe Carioca”, o nosso Zé Carioca. E que fortuna esse malandrinho lhe rendeu! Onde encontrou tamanha inspiração? Num primeiro momento, é de se pensar que Walt deu um verdadeiro golpe de sorte, mas essa seria uma leitura equivocada dos fatos. Venho, por meio deste conto, propor o esclarecimento e registrar uma denúncia: O golpe, quem deu, foi outra pessoa!"   "Olá, Amigo!" é a primeira publicação da série de contos Nordeste Alternativo. Trata-se de uma série voltada para a valorização da cultura do nordeste brasileiro, por meio do enaltecimento dos nossos verdadeiros heróis.   Ideologia da Série Nordeste Alternativo: "Tu é brasileiro e seus heróis são: Hércules, Ragnar, Sherazade, Rei Arthur, Joana D'arc, Leônidas, Homem-Aranha ou

O FANTASMA DO MENINO ACORRENTADO - Narrativa Clássica Sobrenatural - Catherine Crowe

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  O FANTASMA DO MENINO ACORRENTADO Catherine Crowe (1803 – 1876) Tradução de Paulo Soriano     A seguinte carta, que é deveras interessante, escrita por um membro de uma família inglesa muito distinta, oferece a sua própria explicação ao incidente:   "Como você expressa o desejo de saber que grau de crédito deve ser atribuído a um conto deturpado,   publicado, após um lapso de trinta a quarenta anos, como uma 'história de fantasmas comprovada', narrarei os fatos tais como deles me recordo, e que me vieram à mente por incitação de uma filha de Sir William A. C—. Enviou-me ela o livro em que é narrada a história, pedindo-me que lhe dissesse se nela havia algum fundamento, já que mal podia acreditar na narrativa, pois ela nunca ouvira minha mãe aludir ao incidente. Quando li a narrativa, fiquei surpreso. Evidentemente, o argumento não fora obtido junto a alguém da família, ou, mesmo, a qualquer pessoa que, à época, estava conosco. No entanto, embora cheios d

O CADÁVER DA EXCOMUNGADA - Narrativa Clássica Sobrenatural - Martin Crusius

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O CADÁVER DA EXCOMUNGADA Martin Crusius (1534 – 1607)   Na corte de Maomé II, sábios conhecedores da literatura grega e árabe, que haviam investigado uma variedade de aspectos relacionados à fé cristã, disseram ao sultão de Constantinopla que os corpos das pessoas excomungadas pelo clero grego não se decompunham. Perguntado pelo sultão se o efeito da absolvição era a dissolução dos cadáveres, os sábios disseram que sim. Tendo ouvido isto, o sultão encaminhou a Máximo, então patriarca de Constantinopla, a ordem de que apresentasse um caso pelo qual a verdade da declaração dos sábios pudesse ser comprovada. Com grande apreensão, o patriarca convocou seu clero e, após longa discussão, a comissão focou-se numa mulher que havia sido excomungada pelo Patriarca anterior, em razão do cometimento de graves pecados. Assim, eles descobriram o paradeiro de seu túmulo e, quando o abriram, viram que o cadáver estava íntegro, mas inchado como um tambor. Tendo a notícia chegado ao seu

UM CORAÇÃO DE OURO - Conto de Terror - Ângelo Brea

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  UM CORAÇÃO DE OURO Ângelo Brea     – Como te chamas? – perguntou-me com uma voz totalmente encantadora, quando estávamos aguardando a que nos trouxessem os livros que tínhamos pedido. – Lilith – respondi.    O rapaz olhou para mim e um leve rubor tingiu as suas bochechas. Ficara atrapalhado. Talvez nunca tivesse ouvido um nome como o meu ou talvez as mulheres o pusessem nervoso. Pareceu-me, no entanto, que se recuperava com rapidez. Olhou para mim e fez um gesto com a boca que simulou um sorriso. – Que estudas? – insistiu.  – Estou em primeiro curso. Estudo Filologia Inglesa – respondi. – Ah. Eu estou também em primeiro. Estudo Filologia Hispânica.    Olhei outra vez para ele. Era um rapaz encantador, mas deu-me a impressão que não tinha experiência com as mulheres. Parecia tímido. Mas bom, era unicamente a primeira impressão. – E tu, como te chamas? – Eu? Miguel Ângelo.    Pareceu-me um bonito nome. Um nome de artista. Por um momento deixei de olhar para ele e percorri com a olhada

CONFRARIA DEMONÍACA - Narrativa Clássica Sobrenatural - Antonio de Torquemdada

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CONFRARIA DEMONÍACA Antonio de Torquemada (1507 – 1569) Tradução de Paulo Soriano     Uma mulher, querendo desfrutar das delícias do Diabo com as outras bruxas, entrou numa confraria, e assim, ia e vinha das suas reuniões. Estas idas e vindas atraíram a suspeita do marido, que passara a ver grandes indícios de sua associação com o Diabo. Perguntando-lhe, muitas vezes, e com grandes promessas de não o revelar, se suas suspeitas eram verdadeiras, ela nunca quis confessá-lo, mas, com grande dissimulação, afirmava e jurava o contrário. O marido, perseverando naquela ideia, muito esforçou-se, com grande cautela e diligência, para descobrir se as suas desconfianças eram fundadas. Assim, uma noite, enquanto estava ela numa câmara fechada, espiou-a através de um pequeno buraco que adrede havia feito. Viu que ela se untava com um certo unguento, e quando terminou de fazê-lo, pareceu-lhe que a esposa, na forma de um pássaro, havia pousado no telhado da casa. Seguindo-a para ver o