O MEDALHÃO - Conto Clássico de Terror - D. O. Marama
O MEDALHÃO D. O. Marama [1] (Séc. XX) Tradução de autor anônimo do séc. XX Tinham-me falado naquele “caso” como um dos mais “curiosos” e, como sempre me interessei especialmente pelos problemas cerebrais em que o raciocínio se confunde com a loucura — o que chamarei “os limites da razão humana” —, fui a esse presídio-sanatório. O diretor explicou-me: — Trata-se de um homem que cometeu um crime inexplicável e vive, depois disso, perseguido por uma alucinação, uma só, mas estranhamente pertinaz. Durante o dia, mantem-se calmo; mas, desde que anoitece, só há um meio de atenuar o pavor, que o acomete: deixar uma lâmpada elétrica acesa em sua célula. E, contudo, recusa a companhia de um guarda, que lhe ofereci. O desgraçado vive sob o terror da escuridão e a preocupação de guardar o objeto pelo qual praticou o crime, um medalhão, de resto sem valor, que deixamos em seu poder, para acalmá-lo. * Encontrei na célula indicada um homem franzino, com olhos negr...