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LANÇAMENTO DE FREE BOOKS EDITORA VIRTUAL – O MASSACRE DA PÁSCOA PIEMONTESA, DE SAMUEL MORLAND

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O MASSACRE DA PÁSCOA PIEMONTESA Em 1658, o escritor, diplomata e matemático inglês Sir Samuel Morland publicou em Londres “ A História das Igrejas Evangélicas dos Vales do Piemonte ”, no qual retratou a cruel perseguição católica aos valdenses, protestantes nos vales do Alpes italianos. Descendo aos detalhes do desumano massacre, ordenado por Carlos Emanuel II, duque de Saboia, em 1655, Morland descreveu alguns de seus mais brutais incidentes. Neste opúsculo, com ilustrações da época, reúnem-se 24 episódios de pura atrocidade, nos quais sequer criancinhas e anciãos foram poupados. T ítulo: O Massacre da Páscoa Piemontesa. Autor: Samuel Morland (1625 – 1695). Fonte: The history of the Evangelical churches of the valleys of Piemont. Tradução: Paulo Soriano. Ilustração da Capa e do Miolo: Autor anônimo do séc. XVII. Editora: Free Books Editora Virtual. Ano de Publicação: 2025. Local de Publicação: Salvador/BA. Para baixar gratuitamente os e...

SALOMÉ - Conto Clássico Cruel - Ítala Gomes Vaz de Carvalho

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SALOMÉ Ítala Gomes Vaz de Carvalho (1892 – 1948) A mocinha, linda, fez um gesto brusco 1 com a mão morena e as suas 2 aias retiraram-se. Quando se viu 3 só, levantou-se do divã em que ainda há pouco descansava, deliciosamente, sob a sensação agradável da massagem depois do banho perfumado e com as negras madeixas úmidas, sem enfiar as sandálias, foi de um salto até a sacada de mármore. O vasto pátio mergulhava nos tons do crepúsculo oriental; a sombra noite vinha subindo, aos poucos, as estrelas faiscavam 4 , ainda pálidas, no céu de violeta e um coro de galinhas 5 rompia o grande silêncio (...) 6 . Encostou 7 a cabecinha à ombreira da porta-janela e quedou-se imóvel, ouvindo. Era tão criança ainda! Os longos cabelos negros caiam-lhe soltos pelos ombros até os joelhos redondos e burilados, como se fossam de marfim polido. Tinha um perfil puríssimo. O queixo redondo, a boca pequena, o nariz reto e as órbitas profundas, cheias de mistério, de onde emergiam as pestanas longas ...

CRIMES E CONFISSÃO - Narrativa Clássica Cruel - Alexandre Dumas

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CRIMES E CONFISSÃO Alexandre Dumas (1802 – 1870) Tradução de Paulo Soriano PRIMEIRO CASO Dominicus Soto, um canonista muito famoso e grande teólogo, confessor de Carlos V, que participou das primeiras assembleias do Concílio de Trento, sob Paulo III, apresentou um caso referente a um homem que havia perdido um papel no qual escrevera os seus pecados. Sucedeu que tal papel caiu nas mãos de um juiz eclesiástico, que quis apresentar uma denúncia contra o autor com base em tal documento. Ora, esse juiz foi justamente punido por seu superior, ao fundamento de que a confissão é tão sagrada que tudo aquilo em que se consubstancia deve sepultar-se em eterno silêncio. Foi em virtude dessa proposição que se pronunciou o seguinte juízo, relatado no Tratado dos Confessores do célebre arcebispo português Rodrigo da Cunha. Um catalão, natural da cidade de Barcelona, ​​que fora condenado à morte por homicídio e declarou-se culpado, recusou-se a confessar quando chegou a hora da execuçã...

O FANTASMA BRANCO - Conto Clássico de Horror - Renato Schittler

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O FANTASMA BRANCO Renato Schittler (Séc. XX) Vaqueiro intrépido, arrojado, hábil, Mariano era, apesar disso, um sujeitinho medroso quando era preciso andar sozinho, à noite, por uma estrada erma e escura. Mesmo acompanhado, ainda ia transido de receios. Era mesmo de matar, aquela neurose. Falaram-lhe muito, em pequeno, sob qualquer pretexto, de peraltagem ou desobediência, sobre ente malignos e sobrenaturais — fantasmas, almas penadas, mulas sem cabeças, sacis… Cresceu assim, fez-se homem, sem perder nunca a fobia, a qual, aliás, se desenvolveu extraordinariamente. Agora, nem mesmo ouvir falar dessas coisas era capaz. Quando o Gugu, à noitinha, ateava o fogo fácil na lenha boa de queimar, para “esquentar o frio”, reunindo, em torno, os seus companheiros, Mariano, de longe, e só, contemplava aquilo, sem ânimo de se chegar. É que, geralmente, aquele Gugu sarado, no meio da conversa, contava as suas historias medonhas, cujos personagens ruins eram sempre sobrenaturais. Caçoavam: ...

O LENHADOR - Conto Clássico Fantástico - Coelho Neto

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O LENHADOR (Apólogo) Coelho Neto Ainda escuro, com as estrelas vivas no céu, lá saía o lenhador a caminho da floresta. Machado ao ombro, marmita à ilharga, lá ia ele para a faina diária de abater os troncos. Fosse o inverno rigoroso, de gelar, ou abrasasse o sol, o homem não se ressentia. Robusto e ambicioso, mal o galo cantava punha-se de pé e, sem mesmo volver os olhos para o pequenino filho, que dormia num berço de vime, saía apressado, sempre receoso de chegar tarde, como se as pobres árvores, que o seu cortante machado detorava, pudessem fugir, como fugiam os animais ariscos, mal lhe sentiam os passos nas folhas secas do bosque. A casa ficava entregue à mulher, que preparava a alimentação, cuidava dos demais deveres domésticos e ainda, apesar de fraca e enfermiça, fazia renda que ia vender à cidade. Era o marido com os pesados carros de lenha e ela com o cestinho cheio de lindas rendas. Os que a viam, tão pálida e tão magra, sempre a tossir, lastimavam-na: “Pobre ...