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O CICLOPE DAS FLORESTAS - Conto de Terror - Diony Scandela

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O CICLOPE DAS FLORESTAS Diony Scandela No livro anônimo Acontecimentos da Inglaterra Anglicana , menciona-se o misterioso “incidente irlandês”. Segundo relatou o historiador italiano Bartolomeo Banucci na Conferência Anual de História realizada em Madri, em 1966, o erudito expôs um estranho episódio baseando-se nas alusões que o livro faz aos chamados “cultos ao deus chacal”. Banucci nos falava do encontro entre o arcebispo Thomas Cranmer e um monstro que habitava as florestas de Dublim. Vale destacar que o anglicano Cranmer morreu na fogueira em 21 de março de 1556 por se recusar a abraçar o catolicismo, sendo queimado como “herege” sob o reinado de Maria Tudor, apelidada de “Maria, a Sanguinária”. Três anos antes de sua morte, Cranmer partiu em uma expedição secreta para entregar panfletos que apoiavam a causa protestante, além de várias traduções inglesas do Novo Testamento, a uma comunidade rural na Irlanda. O local era o foco de diversas pregações e sermões ao ar livre ministra...

O VELÓRIO DO HORROR - Conto Clássico Fúnebre - Visconde de Vogüé

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O VELÓRIO DO HORROR Eugène-Marie Melchior, Visconde de Vogüé (1848–1910) Tradução de autor anônimo do séc. XX No último outono, caçávamos no governo de Riazan, Rússia. Toda a manhã, perseguíramos os patos selvagens sobre um grande tanque. Era, visivelmente, um antigo lago artificial, cavado ali para embelezar algum parque senhorial. Mas o esforço da mão do homem desaparecera desde muito tempo, sob o trabalho fácil da natureza. Feita senhora desse local, ela mudara o desenho primitivo segundo sua fantasia, apagando as linhas direitas graças a um renque de juncos, salgueiros e faias. Na extremidade do brejo, uma clareira aberta entre as árvores permitia vislumbrar-se, a alguma distância, em uma dobra do terreno, um vasto trecho de habitação, em parte mascarado pelos restos de um muro ameiado. Essa aparição feudal intrigou-me vivamente; nada vira ainda de semelhante nos campos russos. As construções de pedra são aí quase desconhecidas, e as casas senhoriais contentam-se com uma simple...

A SEMANA FATAL - Conto Clássico Fúnebre - Alberto Donaudy

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A SEMANA FATAL Alberto Donaudy (1880 – 1941) Traduçõo de autor anônimo do séc. XX Abatendo-se na poltrona do gabinete quando tencionava terminar um ofício, o comendador Bassá (Gustavo Adolfo, como lhe chamavam familiarmente até os contínuos) interrompeu do modo mais inesperado e imprevisto a sua carreira de funcionário publico, que durara vinte e nove anos e doze dias precisos, para empreender a de defunto que, de ordinário, dura mais. Transportado para casa, deixou que lhe vestissem o fraque da sua primeira juventude (que lhe ficava um pouco estreito), que o cercassem com as flores da sua última primavera (que não tinham um cheiro lá muito agradável); avaro como era, consentiu, no entanto, que triplicassem a iluminação, e, durante vinte e quatro horas, esteve em casa pela última vez, esperando indolente e tranquilo, com os braços cruzados no peito, que, quando a mulher chegasse da Sicília, aonde fora ver a mãe, e os amigos dessem o fora do quarto, onde estavam reunidos desde pela m...