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O MACHADO DE PRATA - Conto Clássico de Terror - Arthur Conan Doyle

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O MACHADO DE PRATA Arthur Conan Doyle (1859 – 1930) Tradução de autor anônimo do séc. XX   No dia 3 de dezembro de 1861, o doutor Otto von Hopstein, catedrático de Anatomia Comparada em Budapeste, e conservador do Museu Acadêmico, foi brutalmente assassinado a alguns metros da entrada do seu colégio. Afora a eminente posição da vítima, e sua popularidade entre os estudantes e entre a sociedade local, outras circunstâncias excitaram a curiosidade pública, e atraíram sobre o crime a atenção da Áustria e da Hungria. Pode-se consultar, a tal respeito, o artigo que o “Pesther Abendblatt” publicou na tarde seguinte à do homicídio, e desse jornal é que extraio as passagens que dão sucinto panorama das circunstâncias em que foi cometido o evento, bem como os fatos particulares que despistaram e intrigaram a polícia húngara “Parece — disse esse excelente jornal — que o professor Von Hopstein deixou a Universidade por volta das 4 e meia da tarde, com a intenção de assistir à chegada do trem ...

322 - Conto de Terror - Diony Scandela

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322   Diony Scandela   Estamos cercados de mistério, mas nos acostumamos a viver na superfície das coisas. — Juan José Arreola   Era um fato mais claro do que a água: o padre Madariaga havia desaparecido da noite para o dia. Seu quarto, nas adjacências do Escritório da Comissão Geográfica, estava em completa ordem: ali estavam seu crucifixo, sua escrivaninha e seu caderno de anotações, onde sua tese de doutorado tinha ficado pela metade; na parede, ao lado de uma teia de aranha, pendia um quadro de Santo Inácio de Loyola, fundador da ordem à qual Madariaga pertencia (os jesuítas). O primeiro a dar o alarme sobre a ausência do padre foi o índio Arapaima, um robusto cacique convertido ao catolicismo, que galopou até a casinha onde se encontrava Dom Genaro Yépez. O bom historiador lembrou que Rafael Madariaga ficaria apenas sete dias ali em San Silvestre, por ordens da respeitável loja que pagou sua viagem. — Não deixou nada escrito. A mala e todos os pertences dele estavam ...

A LOCOMOTIVA - Conto Clássico de Horror - Amado Nervo

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A LOCOMOTIVA Amado Nervo (1870 – 1919) Tradução de autor desconhecido do séc. XX   Entre o prado, por onde passeavam, e a vistosa casaria, atraente e risonha, à força de calor e da claridade, estava a pauta escura e enorme dos trilhos, que prolongavam, até perder de vista numa curva próxima, a acerada rigidez de suas paralelas. O casal e as duas crianças tiveram a mesma ideia: ir além, entre as garridas casinhas vermelhas e azuis, que eram a sedução por excelência da paisagem. Mas os trilhos? O perigo de atravessar os trilhos? Antes que o marido ponderasse essa objeção, a senhora, com o menino maior, que a acompanhava, deitou a correr, saltando dormentes de ferros, e em três minutos encontrou-se triunfante no outro lado, sobre a rampa fofa de céspede. Seguiu-a o esposo, com o filho menor pela mão. O pequeno saltava trilho a trilho a trilho e pretendia nalguns caminhar, fazendo equilíbrios sobre a estreita superfície, sustido sempre pela destra de seu pai. De repente, um silvo rouco...

CRIMINOSA SOB HIPNOSE - Narrativa Clássica Verídica Sobrenatural - Autor anônimo do séc. XX

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CRIMINOSA SOB HIPNOSE Autor anônimo do séc. XX   Hipnotizada pelo marido, tornou-se criminosa. Será possível esse fato? A ciência ainda não disse a última palavra sobre o assunto. Entretanto, já se tem baseado nele, na Justiça, para atenuar certos crimes. A cena passava-se no júri, em Eddyville, Kentucky, Estados Unidos: — Ele me hipnotizou, senhor juiz. Meu marido me hipnotizou.  Quando eu levei as pistolas, estava perfeitamente inconsciente, e ele o fez através das grades da prisão. Há anos, eu perdi um filho e isso me abalou de tal maneira que quase enlouqueci. Sofria de uma insônia terrível e de dor de cabeça constante. Um dia, Tex, meu marido, disse-me que tinha muita força hipnótica e que, se eu quisesse, ele me faria dormir. Aceitei e, realmente, dormi. Cinco vezes Tex fez a mesma coisa, e cada vez eu dormia mais rapidamente. Assim, Tex ficou com esse poder sobre a minha vontade. Olhava-me e logo tudo desaparecia diante de mim. Em meu cérebro e na minha vista ficava som...