PERSEGUIDO - Conto de Terror - Matheus Oliveira
PERSEGUIDO Mateus Oliveira Eu havia conseguido esse emprego há pouco tempo. Não era o melhor emprego do mundo, mas pagava as minhas contas. Eu trabalhava como garçom; além de anotar os pedidos dos clientes, também ficava na minha responsabilidade arrumar as mesas, as cadeiras e fechar a loja. A lanchonete ficava aberta até tarde da noite. Demorei muito até achar alguém que me contratasse, então, não podia reclamar. Já passava das duas da manhã quando eu finalmente havia pegado a minha mochila e partido em direção à minha casa. Eu morava a nove quarteirões do trabalho, vinte e cinco minutos de caminhada. As ruas já estavam desertas àquela hora. O céu noturno brilhava com várias estrelas e uma lua cheia. O silêncio imperava. Nem mesmo o vento uivava. A cidade já havia dormido. O único ser vivo ali era eu. Chegando ao fim do primeiro quarteirão, tive a sensação de estar sendo observado. Olhei para os lados, mas não encontrei ninguém, nem ao menos um morador de rua. Coloquei a min...