O DUENDE DE SÃO ROQUE - Conto Clássico de Mistério - Silvio Horacio Taranto
O DUENDE DE SÃO ROQUE Silvio Horacio Taranto (Séc. XX) Tradução de autor anônimo do séc. XX — É para se morrer de medo! — exclamou Braulio, o peão da estância de Mister Pearson, ao terminar a sua narração. Transcorreram, apenas, quarenta e oito horas desde que minha mulher e eu chegamos a São Roque, com o propósito de desfrutarmos juntos os quinze dias das minhas férias. Era, pois, natural que o que esse homem nos estava contando me desgostasse sobremaneira, principalmente pela inquietação que produzira em Elena, e que ela, a custo, mal dissimulava. Em mim, o efeito da narrativa, francamente, não fora forte. — Vieram os senhores... — prosseguiu Braulio. — Ontem à noite, eu vinha justamente para casa, depois de ter visitado uma irmã que mora em Bialet Massé, uma vila próxima. Ainda não acabara de passar o lago com o meu cavalo, quando de novo ele me apareceu com a sua terrível gargalhada. O rosto do peão contraiu-se num ríctus que inspirava compaixão e terror. — Continue...