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Mostrando postagens com o rótulo Conto Fantástico

O MALABARISTA DE NOSSA SENHORA - Conto Clássico Fantástico - Anatole France

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O MALABARISTA DE NOSSA SENHORA Anatole France Tradução de autor anônimo do séc. XX   No tempo do rei Luís, havia em França um pobre malabarista, nascido em Compiègne, chamado Barnabé, que andava de cidade em cidade fazendo sortes de prestidigitação e jogos de mão. Nos dias de feira, ele estendia na praça pública um tapete muito velho, todo gasto, e, depois de ter atraído as crianças e os vagabundos com os ditos chistosos que aprendera de um muito antigo saltimbanco e aos quais não mudava uma palavra, tomava atitudes que não eram nada naturais e equilibrava um prato de estanho sobre a ponta do nariz. O povo olhava a princípio com indiferença. Mas quando, segurando-se com as mãos, a cabeça para baixo, ele lançava ao ar e apanhava com os pés seis bolas de cobre que brilhavam ao sol, ou quando, arqueando o corpo, se virava na forma de uma roda perfeita e nessa atitude jogava com doze facas ao mesmo tempo, um sussurro de admiração se elevava na assistência e as moedas choviam sobre o ta...

O PRÍCIPE BENÉVOLO - Conto Clássico Fantástico - Horace van Hoffel

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O PRÍCIPE BENÉVOLO Horace van Hoffel (1876 – 1944) Tradução de autor anônimo do séc. XX   Aqui vai uma história que nossas avós não se lembraram de nos contar. É a história do príncipe Benévolo. Quando Benévolo nasceu, seu pai, o rei Randolfo, convidou todas as fadas da terra para as festas do batismo. Conhecendo a desventura da Bela Adormecida no bosque, Randolfo ordenou todas as providencias para que se não esquecesse nenhum nome na lista dos convidados.  — E, principalmente — recomendou —, muito cuidado com as fadas más. Só elas inspiram temor. Enquanto isso, as boas continuam sempre a ser boas, mesmo quando se possam queixar de alguma afronta. Em verdade, Randolfo bem poderia inverter sua proposição e dizer que uma fada má fica sempre má, por mais que se lhe faça. Mas não era profundo em raciocínio. E, além disso, em seu tempo ainda não se havia inventado a pólvora. O batismo de benévolo foi esplêndido. Nunca se havia visto semelhante cavalgata de príncipes de princesas, d...

A ALMOFADA MÁGICA - Conto Clássico Fantástico - Shen Jiji

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A ALMOFADA MÁGICA Shen Jiji (c. 750 – c. 800) Tradução/adaptação de autor anônimo do séc. XX     Certa vez, um velho sacerdote, que mendigava, se deteve na porta de um albergue, junto de uma carroça, colocou no chão a sua almofada e se sentou nela, deixando o alforje ao lado. Pouco depois, chegou ao albergue um jovem da vizinhança. Era um lavrador, que vestia roupas curtas e não uma túnica ampla como a dos sacerdotes e dos homens ilustres. Sentou-se perto do ancião e, minutos depois, os dois conversavam amistosamente. De repente, o jovem olhou para as suas roupas de pano grosso e exclamou com tristeza: — Sou, na verdade, uma mísera criatura. — Pela aparência, estás com saúde e não te falta comida — replicou o sacerdote. — Não sei por que, no meio da nossa palestra agradável, te queixas da sorte. — Crês, por acaso, que é agradável — disse o jovem — a vida que levo, trabalhando da manhã à noite? Queria ser um grande general e ganhar batalhas; ou um homem muito rico, que passasse...

O CAVALEIRO SEM ELMO - Conto Fantástico Sobrenatural - Ellen Kusters e Finn Audenaert

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  O CAVALEIRO SEM ELMO Ellen Kusters e Finn Audenaert   PARTE UM: A BUSCA   Desde criança eu já sonhava com ele. Ele sempre aparecia entre alguns álamos-trementes pelados. Um homem alto a cavalo que se destacava nitidamente contra o céu negro. Um homem tão forte que escapava da escuridão da noite. Um homem que se parecia com meu pai. Seu hálito se condensava no frio glacial. A espada ao seu lado era maior do que eu mesma. Eu imaginava como ele a puxava e me decapitava com um único golpe. A mão dele ia em direção ao punho. Recuei alguns passos, mas ali senti o chão me sugar. Esse pântano era implacável. Quantas vezes eu já havia me afogado? Voltei rapidamente para o meu lugar. O cavalo bufou e se moveu com inquietação. Queria me atropelar? Mesmo assim, eu só tinha olhos para o cavaleiro. Eu o via apenas em detalhes, não em sua totalidade. Hálito, espada, mão. Os anéis de sua cota de malha eram incrivelmente pequenos. Eu os via um a um, e também as gotas de sang...