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Mostrando postagens com o rótulo H. P. Lovecraft

A IMAGEM NA CASA - Conto Clássico de Terror - H. P. Lovecraft

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A IMAGEM NA CASA H. P. Lovecraft Tradução de autor anônimo do séc. XX Os caçadores de emoções vão, em geral, procurá-las em paragens estranhas e longínquas. Para esses é que existem as catacumbas de Ptolomais 1 e os mausoléus esculpidos dos países fantasmagóricos. Sobem às torres enluaradas dos derruídos castelos do Reno e tropeçam, ébrios de delícia arrepiante, pelos degraus enegrecidos e enredados de teias de aranha, nas passagens descendentes, sob as pedras esparsas das cidades esquecidas da Ásia. Cerradas florestas — prenhes de duendes e montanhas desoladas — são os santuários de suas peregrinações e extasiam-se, embevecidos, em torno dos sinistros monólitos das ilhas desabitadas. Mas o autêntico epicurista do horripilante, para quem um frêmito novo de sumo horror constitui a principal finalidade e a razão de ser da própria vida, prefere, acima de tudo, as vetustas e desoladas fazendas, perdidas na mataria da Nova Inglaterra, pois ali se encontram os sombrios elementos de br...

O CLÉRIGO MALIGNO - Conto Clássico de Terror - H. P. Lovecraft

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  O CLÉRIGO MALIGNO H. P. Lovecraft (1890 – 1937)   Um homem circunspecto, de aparência inteligente, roupa discreta e barba grisalha, conduziu-me a um quarto do ático, falando-me assim: — Sim, ele morava aqui. Mas eu o aconselho a não tocar em nada. A sua curiosidade torna-o irresponsável. Nós jamais subimos aqui à noite e só conservamos o lugar como está por conta de sua vontade declarada. Você sabe o que ele fez. Essa abominável sociedade se encarregou de tudo ao final, e nós não sabemos onde ele está sepultado. Não houve como a lei, ou qualquer outra coisa, chegar à tal sociedade. “Espero que você não fique aqui até o anoitecer. Peço-lhe que não toque no objeto sobre a mesa, essa coisa que parece uma caixa de fósforos. Não sabemos o que é isto, mas suspeitamos que tem alguma relação com o que ele fez. Até mesmo evitamos olhar para ela fixamente.” Pouco depois, o homem me deixou sozinho na câmara do ático. Estava ela muito suja, empoeirada, primitivamente mobiliada, mas tinh...

OS GATOS DE ULTHAR - Conto Clássico de Terror - H. P. Lovecraft

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OS GATOS DE ULTHAR H. P. Lovecraft (1890 — 1937) Tradução de Paulo Soriano   Há, numa terra muito estranha, uma lei inflexível: nenhuma pessoa pode matar um gato. Em Ulthar, antes que os cidadãos proibissem a matança de gatos, viviam um velho camponês e sua mulher, que se divertiam capturando e matando os gatos dos vizinhos. Mas, um certo dia, uma caravana de estranhos peregrinos entra na velha cidade, trazendo consigo a vingança e a terrível maldição... “Os Gatos de Ulthar” são uma breve narrativa de H. P. Lovecraft (1890 — 1937) que, de discípulo de Allan Pöe, veio a se tornar o mais original e revolucionário dos escritores de terror dos últimos cem anos: Lovecraft é o criador de uma terrificante mitologia própria, que conhecemos por “horror cósmico”.   Diz-se que em Ulthar, que se situa além do rio Skai, nenhum homem pode matar um gato; creio nisto ao olhar o que se senta, a ronronar, diante do fogo. Porque o gato é enigmático, íntimo das coisas estranhas que ...

O TERRÍVEL ANCIÃO - Conto Clássico de Terror - H. P. Lovecraft

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  O TERRÍVEL ANCIÃO H. P. Lovecraft (1890 – 1937)   A intenção de Angelo Ricci, Joe Czanek e Manuel Silva era fazer uma visita ao Terrível Ancião. Esse velho homem vive sozinho em uma casa muito antiga da Rua da Água, próxima ao mar, e tem a fama de ser, ao mesmo tempo, extremamente rico e extremamente frágil. Isto constitui uma situação muito atrativa para homens da profissão dos senhores Ricci, Czanek e Silva, que não era outra senão a digna gatunagem. Os moradores de Kingsport dizem e pensam muitas coisas sobre o Terrível Ancião. Coisas que, em geral, o protegem das atenções de cavalheiros como o senhor Ricci e seus companheiros, apesar da quase absoluta certeza de que ele esconde uma fortuna de indefinida magnitude em algum lugar de sua mofada e venerável vivenda. Ele é, em verdade, uma pessoa muito estranha, de quem se acredita que fora, em juventude, capitão de veleiros das Índias Orientais. É tão velho que ninguém se recorda dos tempos em que era jovem, e tão taciturno ...

A ÁRVORE - Conto Clássico Fantástico - H. P. Lovecraft

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A ÁRVORE H. P. Lovecraf (1890 – 1937) Tradução de Paulo Soriano Numa encosta verdejante do monte Mênalo, na Arcádia, existe um olival ao redor das ruínas de uma aldeia. Nas proximidades encontra-se um túmulo, outrora embelezado com as mais sublimes esculturas, mas agora tão deteriorado quanto a casa. Numa extremidade do túmulo, com as suas peculiares raízes deslocando os blocos de mármore pentélico manchados pelo tempo, cresce uma oliveira anomalamente grande, e de compleição curiosamente repulsiva. Assemelha-se tanto à figura de um homem grotesco — ou de um cadáver contorcido pela morte — que os camponeses temem passar por ela nas noites em que a Lua brilha debilmente por entre os seus galhos retorcidos. O monte Mênalo é um dos locais favoritos do temido Pã, cujos estranhos companheiros são uma miríade, e os simples pastores acreditam que a árvore deve ter algum hediondo parentesco com aqueles sátiros selvagens. Mas um velho apicultor, que vive numa cabana próxima, contou-me u...