HOMENS CRUÉIS - Narrativa Clássica Cruel - Valério Máximo
HOMENS CRUÉIS Valério Máximo (Séc. I) I. Sula [1] Não satisfeito com a matança de homens, Sula puxou sua espada contra as mulheres. Isso também era um sinal de sua incrível brutalidade, pois ele fez com que as cabeças das criaturas miseráveis, recém-cortadas, e que mantinham ainda as suas feições e o fôlego, fossem trazidas à sua presença, para que pudesse absorver com os olhos aquilo que não podia devorar com os dentes. E qual não foi a sua cruel conduta para com o pretor Mário, que foi arrastado à vista do povo para o túmulo da família Lutaciano, onde Sula manteve vivo o infeliz homem até que lhe tivesse arrancado os olhos e lhe partido os membros! Relato, agora, coisas que dificilmente parecem críveis. Como M. Pletório desmaiou ao ver a execução de Mário, Sula prontamente o assassinou. Aqui estava alguém que punia a própria piedade: para ele, contemplar a perversidade com aversão era cometer um crime. Mas ele certamente pouparia as sombras dos mortos? Não. Havend...