A ROSA DO PATÍBULO - Narrativa Clássica Verídica de Horror - Z.

 

A ROSA DO PATÍBULO

Z.

(Séc. XX)


A França produziu um carrasco mulher.

Simon Grandjear, o verdugo, estava nervosíssimo. E tão mal trabalhava que a vítima, mal decapitada, se levantou ensaguentada. Simon fugiu apavorado, enquanto a multidão dava um grito de horror.

Sua esposa, então, que servia de ajudante, agarrou a condenada e acabou de matá-la, vazando-lhe as cordoveias do pescoço com uma grande tesoura.

O público não se conteve. Precipitou-se sobre o estrado e reduziu a miserável a uma pasta sangrenta.

Por aí se vê que nem todas as mulheres são rosas.


Fonte: “Diario da Manhã”/PE, edição de 23 de janeiro de 1935.

Fizeram-se breves adaptações textuais.

Ilustração: Paul Delaroche (1797 – 1856).



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