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A FONTE DA JUVENTUDE - Conto Clássico Fantástico - Anônimo Japonês

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  A FONTE DA JUVENTUDE Autor anônimo japonês   Era uma vez um velho carvoeiro que vivia com a sua esposa, também muito idosa. O nome do ancião era Yoshiba; o nome da sua mulher, Fumi. Ambos viviam na ilha sagrada de Mija Jivora, onde a ninguém é dado o direito de morrer. Quando uma pessoa adoece, enviam-na para a ilha vizinha, e, se por acaso alguém morre de repente, enviam apressadamente o corpo para a outra costa. A ilha, a menor do Japão, é também a mais bela. Está coberta de pinheiros e salgueiros, e no centro ergue-se um belo e solene templo, cujo portal parece penetrar o mar. O mar é mais azul e mais transparente do que se pode imaginar, enquanto o ar é límpido e diáfano. Os dois anciãos eram queridos por toda a aldeia, que os admirava por duas virtudes: a sua resignação e persistência em aceitar e superar os altos e baixos da vida, e o mútuo amor que professavam há mais cinquenta anos. Aquele casamento, como tantos outros no Japão, havia sido arranjado pelos...

SOBRENATURAL - Conto de Terror e Mistério - Otrebor Ozodrac

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  SOBRENATURAL Otrebor Ozodrac   Ao recobrar os sentidos, olhou para o teto, depois para as paredes. Concluiu que estava em um hospital. Os aparelhos que monitoravam seus sinais vitais denunciavam que se encontrava em um CTI. De repente, tudo lhe vem à mente, o caminhão que surgira na curva, a tentativa de desviar o carro e, finalmente, a batida inevitável. A cortina se abriu, viu o vulto de uma enfermeira que entrava no cubículo onde se encontrava, ela se aproximou do leito e segurou a sua mão, começando a acariciá-la. Ele nunca tinha visto uma mulher tão linda, e que lhe causasse tanta admiração e ternura. Sua pele angelical mais parecia uma seda, seus olhos pareciam duas esmeraldas. À noite, acordou, e lá estava ela parada ao lado da cama. Tentou falar, mas a voz não saía, pois permanecia mais inconsciente do que consciente. Assim ocorreu por diversas vezes. Sempre que acordava, lá estava ela à beira da cama, passando a mão sobre a sua testa, ou segurando a su...

A PLATAFORMA E O TREM - Conto de Horror - Rafaella Lima

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  A PLATAFORMA E O TREM Rafaella Lima   Samuel era um estudante do ensino médio inteligente. Não tinha amigos, pois a maioria das pessoas o consideravam estranho. Alguns pensamentos negativos rondavam sua cabeça, mas nada que pudesse ser considerado fora do comum para a fase da puberdade. Frequentemente sentia-se só; não dividia seus problemas com os pais, pois não queria magoá-los. Passava a maior parte do tempo em seu quarto escrevendo textos de teor violento sobre seus colegas de classe ou ouvindo músicas agressivas e depressivas. Os guturais, para ele, eram poéticos. Transferia o desejo de gritar a plenos pulmões, aumentando ao máximo o volume de seus fones de ouvido. Nutria sentimentos de extremo ódio por Vítor, um aluno do último ano, bastante popular e inconsequente. Samuel sempre foi motivo de chacota no grupinho adolescente. Ouvia, quase diariamente, piadas constrangedoras sobre sua aparência física. Era um rapaz esguio e muito pálido, com problemas de acne no rosto e...