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Mostrando postagens de julho, 2026

UMA HISTÓRIA HORRIPILANTE - Conto Clássico de Horror - Gaston Leroux

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UMA HISTÓRIA HORRIPILANTE (ou O Jantar dos Bustos) Gaston Leroux (1868 – 1927) Tradução de Manuel R. da Silva (Séc. XX)   Do chinês, do malgaxe e do sudanês — explicou Dorée confidencialmente —, não sei seus verdadeiros nomes, nem suas idades, nem nada; e ninguém o sabe em Toulon. É estranho vê-los aqui... São de Mourillon, do mesmo Mourillon. São capitães das colônias. Em cada quatro anos, passam três nesses países da China, em Madagascar e no Sudão, e durante o quarto refazem o fígado à beira do mar, tomando sol no jardinzinho duma vila... De todos eles dizem: “Vivem aqui como em terras de selvagens... Comem o mesmo que selvagens, enfim, tudo!...” Claude Farrère. ( Os Pequenos Aliados)   O capitão Michel tinha apenas um braço, que lhe servia para movimentar seu cachimbo. Era um velho lobo do mar, a quem conheci em Toulon, ao mesmo tempo que a outros velhos lobos do mar, numa tarde, ao tomar o aperitivo, no terraço dum café do Dique Velho. E adquirimos o costume de reunir-nos...

UMA PÁGINA DA BÍBLIA - Conto Clássico de Mistério - Auguste Dorchain

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UMA PÁGINA DA BÍBLIA Auguste Dorchain (1857 – 1930) Tradução de autor anônimo do séc. XX   — Sim, senhor! — disse o magistrado.  — Você acaba de dar uma eloquente prova de sagacidade e de talento da maneira pela qual descobriu o autor do delito. E, já que falamos nisso, podia citar-lhe uma história ainda mais curiosa do que a que acaba de contar-me, e onde desempenhei importantíssimo papel. Eu também descobri um criminoso em condições tão especiais que o caso tem, no fundo, algo de milagroso.  —Esse preâmbulo excita minha curiosidade e espero que me conte como se passou essa história. —Com muito gosto. Mas levantemos da mesa e passemos à biblioteca, onde tenho livros interessantíssimos, um dos quais se refere ao assunto que lhe vou narrar. Os dois amigos passaram à biblioteca e o magistrado tirou da estante dois volumes de aspecto simples e moderno. — Esta é uma das joias do meu tesouro! — exclamou. — Um tesouro... Essa bíblia do século passado!? —Sim, senhor. Em primeiro...

A CEIA DOS MORTOS - Conto Clássico Lendário Sobrenatural - Jean-François Bladé

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A CEIA DOS MORTOS Jean-François Bladé (1827 – 1900) Tradução de Paulo Soriano   Não se deve zombar dos mortos.  Segue, agora, a prova disto. Um senhor, caminhando por um cemitério, tropeçou numa caveira. Irritado, deu um belo chute no crânio. Depois, rindo, disse: — Caveira, eu te tratei mal.  Mas, se não guardas rancor, convido-te a jantar comigo, ainda hoje à noite, às oito horas. A caveira nada respondeu e o cavalheiro regressou ao seu castelo. Naquela noite, ao primeiro badalar das oito horas, o senhor já se preparava para sentar-se à mesa quando se ouviu uma forte batida na porta principal. Imediatamente, um valete desceu; mas voltou rapidamente, pálido como um fantasma e trêmulo como uma folha. — Senhor, senhor! Aqui chegou um esqueleto envolto num grande sudário. O criado ainda falava quando o morto entrou na sala. — Vim jantar contigo.  Já vês que eu não me esqueço de nada. — Morto, tu és um homem de palavra. Vamos, valete! Depressa, uma cadeira. Depressa, um...