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TRÊS BATIDAS À PORTA - Novidades Literárias: Quadrinhos de Terror - Ademir Pascale

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  TRÊS BATIDAS À PORTA Ademir Pascale   Ademir Pascale , escritor paulista de terror e editor da Revista Conexão Literatura. está disponibilizando de graça a HQ digital “Três Batidas à Porta” , com 21 páginas. A história : numa tarde comum, Jonas conhece uma jovem misteriosa numa livraria e recebe um aviso estranho: bater três vezes à porta e não se atrasar. É a adaptação em quadrinhos de seu conto “Um olhar para recordar”, publicado em 2018 na antologia Narrativas do Medo 2. As ilustrações foram feitas com apoio de inteligência artificial. Dá para ler e baixar (PDF gratuito) aqui:   https://revistaconexaoliteratura.com.br/tres-batidas-a-porta-hq-de-terror-gratis-ademir-pascale/   Aproveitem! Ademir Pascale Ademir Pascale - Paulista, escritor e ativista cultural, casado com a publicitária Elenir Alves e pai de dois meninos. Criador e Editor da Revista Conexão Literatura (http://www.revistaconexaoliteratura.com.br) e colunista da Revista Projeto Aut...

A CAVERNA DO HORROR - Conto Clássico de Horror - Arthur Conan Doyle

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A CAVERNA DO HORROR Arthur Conan Doyle (1859 – 1930) Tradução de autor anônimo do séc. XX   A narrativa seguinte foi encontrada entre os papéis do Dr. James Hardcastle, que morreu tuberculoso em 4 de fevereiro de 1908, na casa nº 36 de Upper Coventry Flats, em South Kensington. Aqueles que o conheceram de perto, embora se recusem a exprimir uma opinião sobre a sua singularidade, são unânimes em afirmar que ele era homem de talento sóbrio e científico, absolutamente incapaz de mistificações e insuspeitável de inventar tamanha série de acontecimentos anormais. O documento estava contido em um envelope rotulado: “Um breve relato das circunstâncias verificadas perto da fazenda das senhoritas Allerton, na região noroeste do condado de Derby, na Primavera do ano passado”. O invólucro estava selado e, no seu verso, lia-se, escrito a lápis: “Caro Seaton. Talvez te interesse, como pode também causar-te pena, saberes que a incredulidade, com a qual acolheste a minha história, impediu-me até ...

OSSO ASSASSINO - Conto Clássico Macabro e Humorístico - João Bastos

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OSSO ASSASSINO João Bastos (Séc. XX)   Chico Carreira era como o rapazio chamava o filho do carapina Salustiano dos Reis, procurando fazer justiça ao mérito do moço cigarreiro, que outro não era senão, reconhecendo a utilidade das pernas, saber movimenta-las, com pasmosa rapidez, nos momentos oportunos. Nos frequentes “charivaris” provocados, nas noites de alegria pelos olhos feiticeiros de uma cabocla qualquer, bonitona e faceira, Chico jamais se deixara reconhecer senão pela agilidade dos calcanhares rachados e cinzentos. Era, assim, rapaz de juízo, amando mais o pelo do que o nome deixado pelo honrado Salustiano, de quem todos diziam em vida nunca haver corrido a não ser atrás da ardilosa fortuna. Mercê das gambias finas e velozes, Chico Carreira nunca apanhara na própria, nem dera na cara de ninguém. Seria um poltrão só por isso? Talvez. O seu argumento encerrava, porém, certa dose de razão. “A cara dum home — dizia de cenho carregado — não é tuaia d'inxugá mão. Quem dé na cara...

A MULHER GAIVOTA - Conto Clássico Fantástico - Lafcadio Hearn

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A MULHER GAIVOTA (Conto Esquimó) Lafcadio Hearn (1850 – 1904) Tradução de autor anônimo do séc. XX   Naquelas paragens, a lua envelhece muitas vezes e outras tantas se renova, como um ente que morresse continuamente e por um sortilégio continuamente ressuscitasse. Enquanto isso, o sol gira num círculo de nuvens pálidas e nunca se deita. Enfim, quando desaparece no horizonte, ainda é dia, porque os mortos acendem fogueiras rubras no céu, acima dos bancos de gelo, esperando que de novo se levante após longos e sombrios meses.   Naquelas paragens, tudo, menos o mar, que é negro, e os nevoeiros, que são lívidos. Contudo, é difícil determinar onde termina a água e começa a terra, porque os deuses se esqueceram de acabar aquela parte do mundo. Os picos das geleiras aumentam e diminuem, mudam seu alinhamento do norte para o sul e, grotescamente, transformam seu aspecto. Há, no gelo, figuras que se alongam, ou alargam, e formas que parecem de criaturas desaparecidas. Quando a lua é ch...

A LEBRE - Conto Clássico Cruel - Octave Mirbeau

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A LEBRE Octave Mirbeau (1848 – 1917) Tradução de autor anônimo do séc. XX   Com as suas ferramentas sobre o ombro, Jean voltava do campo onde, o dia inteiro, trabalhara com afinco. Entrou triunfalmente no pátio da fazenda, tendo entre as mãos alguma coisa que esperneava. A noite ia caindo e não se distinguia nitidamente os objetos. — Que tens aí? — perguntou-lhe o dono da fazenda, que lavava as mãos na bica.  — É uma pequena lebre que apanhei na cerca do Clos-Serbier — respondeu Jean.  — Este Jean! — replicou o patrão. — E que queres fazer dessa lebre? Não vês como é pequena!... —Ora esta! Quero criá-la. E indagou:  — O senhor dá-me licença de pôr a minha lebre no viveiro ao lado dos coelhos e tirar uma gota de leite, de manhã, para ela beber?... — Isto é com minha mulher... — Oh, a patroa com certeza deixará! Pierre, sob o telheiro, desatrelava os cavalos. Resmungou baixinho: — É assim mesmo! Ele traria para a fazenda um lobisomem, que haviam de agradecer a essa pes...