PERDIDOS NAS CATACUMBAS - Narrativa Verídica Fúnebre - Autor anônimo do séc. XX
PERDIDOS
NAS CATACUMBAS
Autor
anônimo do séc. XX
O
relatório oficial do ano santo de 1925, que acaba de ser publicado pelo
Vaticano, contém a narração de uma estranha aventura ocorrida com peregrinos do
Piemonte.
Visitando
as catacumbas de Roma, separaram-se do resto de seu grupo e perderam-se
completamente no labirinto das estreitas passagens subterrâneas.
Continuaram
a caminhar com a vã esperança de encontrar uma saída. Como suas velas se
extinguiam, foram presas de intenso desespero; detiveram-se e caíram de
joelhos, abismando-se em orações.
Bruscamente,
perceberam um frágil brilho acima de suas cabeças e, a seus pés, notaram uma
espécie de escada de primitiva, feita de barras de ferro presas à muralha.
Dois
dos mais robustos peregrinos subiram sobre essa escada e, após inauditos
esforços, conseguiram deslocar uma enorme pedra, que escondia uma abertura. Os
peregrinos por ela se meteram e, com grande surpresa, viram-se no cemitério
municipal de Campo Verano, distante dois quilômetros de seu ponto de partida.
Sua
surpresa, entretanto, nada foi comparada com a de uma pobre mulher, que se
achava ajoelhada sobre um túmulo próximo, e que, vendo-os sair, julgou chegado
o dia de Juízo Final e fugiu soltando gritos de terror.
Fonte:
“Eu Si Tudo”/RJ, edição de outubro de 1928.
Ilustração:
Adolphe Rouargue (1810–1884).

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