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Mostrando postagens de setembro, 2026

UMA TRAGÉDIA ÀS MARGENS DO YUKON - Conto Clássico de Crime e Horror - G. G. Vincent

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UMA TRAGÉDIA ÀS MARGENS DO YUKON G. G. Vincent (Séc. XX)   Os dois homens discutiam a respeito da região de Wolverine, achando que, salvo essa aldeia, a terra era inteiramente difícil e triste, onde bem se podia morrer de fome. Harding, o garimpeiro de ouro, ia contando uma coisa ou outra. Naturalmente, diante de si, ele tinha Tyson, mas ignorava completamente tudo quanto se referisse ao crime que se dera em Dawson, localidade tão distante. Tyson, que havia engolido o último pedaço de comida, pigarreou e concordou mentalmente com tudo o que Harding dissera. De fato, essa região era terrível. Tyson havia batido à porta da única cabana de madeira que encontrara depois de longa e penosa caminhada. Acreditava poder escapar, assim, à perseguição implacável. Ninguém tão cedo iria descobri-lo. A polícia acabaria por perder a pista. Escapara a uma tempestade de neve que quase o cegara, e havia chegado a essa casa antes do seu dono. Os lobos, famintos, rondavam, com os olhos em fogo. Que vi...

METALDRACHEN - Conto de Ficção Científica e Terror - Diony Scandela

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METALDRACHEN Diony Scandela   A vida é apenas a morte adiada. — Arthur Schopenhauer   E foi-lhe dado que desse fôlego à imagem da besta. — Revelação 13:15   O local da base secreta da Terstörer: o último bastião das ideias do führer , liderado por Herr Engel, uma massa com obesidade mórbida. O ano era 1977 e o lugar era um ponto da Antártida (não detectado pelos satélites). O mundo em constante guerra e intrigas militares, com parte das grandes potências sepultada pelos conflitos bélicos; como em um romance distópico, a década de setenta era muito diferente daquela que observamos nos livros de História. O ser humano se tornara paranoico, desconfiado e egoísta por causa dos conflitos internacionais; a ciência avançava a passos largos, mas era utilizada majoritariamente para fins militares. O projeto “Ressurgimento de Bestas Arianas” ou Metaldrachen havia sido concluído em oitenta por cento, e todo o mérito ficava com a brilhante Erika Mengele, descende...

A BRUXA DO MORRO GRANDE - Conto de Terror - Paulo Alexandre Filho

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A BRUXA DO MORRO GRANDE Paulo Alexandre Filho   Quando Amália surgiu, chovia tanto que a lama que descia dos canaviais formava rios capazes de arrastar tudo. Nenhum lavrador ou dono de banguê escapou dos prejuízos, exceto a propriedade conhecida como Morro Grande, onde a tempestade deixou alguém. Era uma moça desconhecida, de cabelos negros como os de uma mulher da terra, mas com a pele alva como se nunca tivesse sido tocada pelo sol. Ela apareceu diante da casa descuidada de Manoel Justino, o Capitão Jararaca, apelido que ganhou como combatente em 1817 e por sua personalidade perigosa. Ele a viu primeiro como uma aparição, uma silhueta que os clarões dos relâmpagos revelavam no terreiro. Ela ficou ali, inerte, durante os três dias de chuva, mas o senhor desconfiado preferiu apenas observar à distância.       Desde então, Amália não saiu mais de lá. O velho e fechado capitão casou-se com a jovem sem origem apenas alguns dias após seu surgimento. O fato desencadeou mu...

O NECRÓFILO DE MUY - Narrativa Clássica Verídica de Horror - Autor anônimo do séc. XX

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O NECRÓFILO DE MUY Autor anônimo do séc. XX   Em 27 setembro de 1901, Antoine Ardisson, coveiro em Muy (Nar), descobria na água furtada de sua casa, à rua Grande nº 13, o cadáver de uma menina, vestida com roupas que haviam sido brancas, num estado de putrefação avançado. Essa descoberta devia ser o ponto de partida num caso sensacional que, durante longos meses, iria apaixonar a opinião pública: O VAMPIRO DO MUY — tal era o cognome que os jornais de então deram ao criminoso. Em caracteres destacados, podia-se ler nos periódicos: “O cadáver de uma menina, que um bruto ignóbil havia arrancado do repouso da tumba para saciar suas paixões bestiais, é achado numa água furtada”. O culpado foi preso rapidamente: era  Victor Ardisson, o filho do coveiro, um débil mental com a idade de vinte e nove anos. Ele fez confissão completa. Alguns meses mais tarde, reconhecida a alienação mental, o “Vampiro do Muy” era internado no Asilo de Alienados de Pierrefeu, onde se encontra ainda no mom...

UM MISERÁVEL - Conto Clássico Tragico - J. – H. Rosny

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UM MISERÁVEL J. – H. Rosny [Joseph-Henri-Honoré Boex (1856 – 1940) e Séraphin-Justin-François Boex (1859 – 1948)]   A lembrança de Henriette Maillard nenhum prazer dava a Max Leforge. Na sua vida, ela não fora mais que uma fonte de inquietações. Alguns bons momentos em meio de outros amargos, em que a cólera e a ironia lhes punham nos lábios palavras ultrajantes. Ela abandonara-o num momento de raiva, depois voltara dez vezes, vinte vezes... Nada de terno, de delicado. Os poucos momentos do começo restavam na recordação, tão insuportável era a vida de ambos. E, no meio disso, uma correspondência raivosa, cartas absurdas, mil vezes comprometedoras; uma maluquice nada amável espalhada por oito e até dezesseis páginas, que ele nem ao menos lia, que rasgava ou depositava, segundo o capricho do momento, no seu armário de papéis. Finalmente, o casamento da bela, a rutura definitiva que ele recebeu com alegria extrema. Ela veio pessoalmente procurar a sua correspondência. A cena teve o se...