GIL BRALTAR - Conto Clássico Insólito - Júlio Verne
GIL BRALTAR Tradução de Cristóvão Aires de Magalhães Sepúlveda (1853-1930). Adaptação textual: Paulo Soriano Eram uns setecentos a oitocentos, pelo menos. De estatura média, mas robustos, ágeis, flexíveis, feitos para os saltos prodigiosos, cabritando, aos derradeiros clarões do Sol, que se punha para além das montanhas escalonadas, ao oeste da montanha. O disco avermelhado desapareceu em seguida, e a escuridão começou a fazer-se no meio dessa bacia emoldurada pelas longínquas serras de Sanorra, de Ronda e do desolado país do Cuervo. De súbito, todo o bando se tornou imóvel. Acabava de aparecer o seu chefe nessa espécie de magro costado de burro, que forma a crista do monte. Do lugar onde estavam postados os soldados, na extrema sumidade do enorme rochedo, absolutamente nada se podia ver do que se passava debaixo das árvores. — Sriss!... Sriss!... — fez o chefe, cujos lábios, erguidos em forma de cauda de galinha, deram a este assobio uma intensidade extraordin...