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O MAUSOLÉU DE COBURG - Narrativa Clássica Fúnebre - Sabine Baring-Gould

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O MAUSOLÉU DE COBURG Sabine Baring-Gould (1834–1924)   Na extremidade leste do jardim da residência ducal de Coburg há um pequeno mausoléu, construído com bom gosto, adornado com temas alegóricos, no qual estão depositados os restos mortais dos duques falecidos. Perto do mausoléu, ergue-se um carvalho imponente, além de bosquedos de rododendros, acácias, teixos e salgueiros-chorões. Uma plantação de pinheiros jovens esconde o mausoléu do Castelo de Coburg. Apenas algumas semanas após seu retorno de Bruxelas, onde visitara seu filho, recentemente coroado rei dos Belgas, a duquesa Augusta de Sachsen-Coburg morreu no castelo aos setenta e seis anos [1] , em 16 de novembro de 1831.  Uma multidão, atraída pela admiração e amor que a princesa inspirava, saiu em visitação a seu corpo, tal como estava na residência de Coburg, antes do funeral, que ocorreu no dia 19, antes do raiar do dia, à luz de tochas. O funeral contou com a presença de homens e mulheres de todas as classes, ansios...

O CADÁVER REDIVIVO - Conto Clássico de Terror - Pu Songling

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  O CADÁVER REDIVIVO Pu Songling (1640 – 1715)   Um velho homem da aldeia de Caidian, na região de Yangxin, abriu, com um filho, uma estalagem improvisada, a algumas milhas entre a aldeia e a capital, para alojar os comerciantes ambulantes. Lá, muitos mercadores costumavam pernoitar. Certo dia, ao anoitecer, quatro homens chegaram à hospedaria em busca de alojamento. O velho estalajadeiro lhes disse que não restavam quartos desocupados. Mas, receando não encontrar outro lugar que os abrigasse, os quatro viajantes insistiram com o ancião para que os deixasse ficar. Finalmente, o velho cedeu e lhes ofereceu um lugar, embora os advertindo de que o cômodo talvez não lhes fosse do agrado. — Mesmo que seja um alpendre, não nos importamos. Não temos melindres — disseram os viajantes.  Coincidentemente, a nora do ancião acabara de morrer. Tinham deixado o cadáver num pequeno quarto, enquanto o filho saíra para comprar o ataúde. O estalajadeiro levou os viajantes àqu...

O CAIXÃO NA ESTRADA - Conto de Terror - Maycon Guedes

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  O CAIXÃO NA ESTRADA Maycon Guedes     “Aquilo é um caixão?!” — Exclamou Dario, interrompendo a fala de Marisa enquanto caminhavam pela estrada escura e abandonada. Já passava da meia-noite e, o jovem casal, que vinha conversando sobre diversos assuntos, ficaram em silêncio, paralisados, observando o caixão à beira da estrada. O cenário era realmente assustador; a estrada velha que cortava o matagal se estendia numa penumbra aterradora; a noite era fria e silenciosa; graças ao forte vento, podia-se ouvir com exatidão os galhos e as folhas das árvores movimentando-se. O caixão, abandonado à beira da estrada, aterrorizou de vez a noite daquele casal; digo… a última noite daquele jovem casal. Marisa acelerou o passo, e Dario, tremendo de medo, parou para averiguar o macabro caixão. — Vamos, Dario! O que você está fazendo aí? — Suplicou Marisa. — Espera! Quero ver se tem alguém dentro do caixão. — É óbvio que há alguém aí dentro. Vamos embora! — Só mais um minu...

LANÇAMENTO DA FREE BOOKS EDITORA VIRTUAL: BREVES CONTOS ORIENTAIS

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  BREVES CONTOS ORIENTAIS   Leia gratuita e confortavelmente em seu  PC e dispositivo móvel  a coletânea “ Breves Contos Orientais ”, publicado pela Free Books Editora Virtual .  Trata-se de antologia de contos breves do Oriente Médio, Turquia, Pérsia, Índia, China, Japão, Coreia e Malásia. A par de narrativas anônimas tradicionais, figuram na coletânea breves textos de  Khalil Gibran, Saadi, Rumi e Han Fei. Organização e versão em português de Paulo Soriano.   Formatos:  PDF, E-pub e MOBI. Número de páginas: 116. Para baixar, gratuitamente, o seu exemplarm clique aqui .  

A ARMA E O ESPECTRO - Conto Clássico de Mistério - W. Shaper

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  A ARMA E O ESPECTRO W. Shaper (Início do séc. XX)   Charles Miller exalou um suspiro de intensa satisfação quando se viu, afinal, na estação ferroviária, após o longo dia que passara perante o júri, esperando o veredictum do tribunal. Estivera preso e fora julgado como suposto autor do assassinato de James Rhodes, seu vizinho e, agora, isentado em um banco do trem, que ia reconduzi-lo à sua residência num longínquo subúrbio, sorria enlevado pela alegria de estar novamente livre e ser senhor de seus atos. Recostou-se confortavelmente no banco e deu-se ao luxo de pensar tranquilamente em sua aventura; mas seus pensamentos não tardaram a ser interrompidos por um dos dois viajantes que tinham entrado para aquele vagão quase juntamente com ele. Era um homem alto e robusto de aspecto jovial. Miller recordou-se vagamente de o ter visto entre o público no tribunal. —Desculpe, senhor — disse esse homem, voltando-se para ele. — Sabe me dizer se Miller foi absolvido? Se ...

O BEBÊ-MONSTRO - Narrativa Clássica de Horror - Pedro Norberto de Aucourt e Padilha & Francisco de Santa Maria

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  O BEBÊ-MONSTRO Pedro Norberto de Aucourt e Padilha  (1704 - 1759) e Francisco de Santa Maria (1653 – 1713)   Infinitos são os extraordinários exemplos, que achamos na história, de mulheres que pariram bichos e monstros. No ano de 1542 nasceu, em 11 de março, em Goa, um monstro de que fazem memória nossos escritores, e era digno dela pela forma horrível que lhe deu o desconcerto e extravagância da Natureza. Nasceu de uma mulher canarim [1] . Tinha o corpo comprido, à maneira de bugio [2] , com pouco cabelo nele, mas nas mãos e pés o tinha copioso. O rosto era ao modo de uma bola, com duas pontas, e orelhas como de cabra, com um só olho. Tanto que nasceu nas mãos da parteira, deu um grito e se pôs em pé. E pouco depois se lançou à mãe, que estava deitada, e lhe ferrou os dentes em um peito, maltratando-a juntamente com as unhas. O pai, que também era canarim, o matou logo, cortando-lhe a cabeça.   Fontes: Raridades da Natureza , 1758, pági...

A VELHA BRUXA DE RODEZ - Conto Clássico de Terror - E. M.

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A VELHA BRUXA DE RODEZ E. M. (Início do século XX) Tradução de Paulo Soriano   Por volta de 1830, morava em Rodez, perto do passeio de Prêtres, uma bruxa chamada Marie Trébas. Ele merecia, além disso, em todos os aspectos, o nome que lhe foi dado — afirma nosso magistrado —, e sua aparência exterior, como sua vida e seus atos, concorreram para considerá-la uma verdadeira trèbe :  vestia-se apenas com trapos imundos, cujas cores díspares, contrastando umas com as outras, davam-lhe um aspecto estranho; cobria-lhe uma vasta touca preta, da qual às vezes escapavam mechas de cabelos grisalhos e desgrenhados, e sob as voltas dos quais se viam dois olhos negros brilhando, ainda vivos e penetrantes. No inverno, ela colocava sobre o vestido uma grande capa preta que o cobria inteiramente, e ela sempre carregava na mão um cajado nodoso, sem o qual nunca tinha sido vista. Seu rosto inspirava uma espécie de terror; seu nariz aquilino e adunco parecia querer encontrar-se com o ...