UMA MORTAL AVENTURA - Conto Clássico Trágico - Autor anônimo do séc. XIX
UMA MORTAL AVENTURA Autor anônimo do séc. XIX Oh, como brilha a casa inglesa! Que linda iluminação! Que belas carruagens esperam diante da porta! Aqui celebra-se, sem dúvida, algum casamento. Uma estrondosa orquestra faz retumbar a sala. A valsa move a multidão agitada; é a dança da despedida. No vestíbulo, a multidão multicolor dos lacaios se impacienta, fixando os olhos fatigados sobre a escada por onde devem descer seus amos. Enquanto que na sala dava-se uma livre carreira à comum alegria, estava na rua um jovem coberto com um capote, e que ia e vinha com inquietação, tendo a gola do seu capote levantada bem alta, e seu chapéu profundamente enterrado até os olhos. Sua agitação se acalmava por intervalos: parava, escutava, lançava uma vista de olhos sobre as brilhantes janelas, e murmurava continuamente palavras que não se podiam entender. Era Júlio Franz. Falando a verdade, e sem saber por que razão, este jovem interessava minha sensibilidade mais do que minha curiosidade. De ...