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A APARIÇÃO - Narrativa Clássica Sobrenatural - Robert Dale Owen

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  A APARIÇÃO Robert Dale Owen   (1801 – 1870) Tradução de Paulo Soriano   No ano de 1785, Sir John Sherbroke e o General George Wynyard, eram jovens oficiais — o primeiro capitão e o segundo tenente — no mesmo regimento, nomeadamente o de nº 33, então comandado pelo Tenente-Coronel Forke. Estava estacionado em Sidney, na ilha de Cape Breton, ao largo da Nova Escócia. No dia 15 de outubro daquele ano, entre oito e nove horas da noite, esses dois militares permaneciam sentados diante da lareira, na sala de Wynyard. Era um cômodo novo, que havia sido erguido no verão anterior, e tinha duas portas: uma que se abria para uma passagem externa e a outra que dava o quarto daquele oficial. De tal cômodo, não havia saída, a não ser retornando pela sala. Sherbroke, olhando para cima, viu, ao lado da porta, que se abriu com a súbita passagem, a figura de um jovem alto, aparentemente com cerca de vinte anos de idade, mas pálido e muito emaciado. Espantado com a presenç...

O LOBISOMEM PETER STUMPP - Narrativa Clássica de Horror - Montague Summers

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  O LOBISOMEM PETER STUMMP Montague Summers (1880 – 1948)   No final do século XVI, uma criatura aterrorizava a cidade de Bedburg, Alema­nha. Com indescritível crueldade, matava gado, mulheres e crianças. Em choque e assus­tados, os moradores acreditavam que eram ví­timas de um demônio furioso saído do inferno ou — o que era igualmente terrível — de um lobisomem sanguinário. Peter Stumpp nasceu na pequena vila de Epprath, bem perto da cidade de Bedburg. Desconhece-se a data exata de seu nasci­mento, porquanto os registros da igreja local foram destruídos durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Em 1582, Peter Stumbb era um rico fazendeiro que prosperava na comu­nidade rural de Bedburg. Era viúvo e pai de dois filhos: uma mocinha chamada Beele (Sybil), de cerca de quinze anos, e um filho cuja idade se desconhece. Aparentemente, Stumpp teve um relacionamento íntimo com Katharina Trump, uma parente distante. Era ele um homem respeitado por seus concida­dãos e sua riq...

A MULHER-LOBO DA ARMÊNIA - Narrativa Clássica de Terror - August von Haxthausen

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A MULHER-LOBO DA ARMÊNIA August von Haxthausen (1792 – 1866)   Na Armênia, um homem viu um lobo raptando uma criança diante dos próprios olhos. Correu, então, atrás do animal, mas não conseguiu alcançá-lo. Finalmente, encontrou, no meio do caminho, os pés e as mãos da criança. Um pouco mais adiante havia uma caverna. Dentro dela, o homem descobriu uma pele de lobo.  Rapidamente, ele a agarrou e a jogou no fogo. Imediatamente, surgiu uma mulher, a gritar, tentando salvar a pele de lobo das chamas. O homem resistiu àquele intento com vigor e, assim que a pele foi consumida pela chama, a mulher esvaiu-se em fumaça.   Versão em português de Paulo Soriano.  

PIERRE BOURGOT, O LOBISOMEM - Narrativa Clássica de Horror - Sabine Baring-Gold

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  PIERRE BOURGOT, O LOBISOMEM Sabine Baring-Gold (1834 – 1924) Tradução de Paulo Soriano   Em dezembro de 1521, Boin, o inquisidor-geral da diocese de Besançon, tomou conhecimento de um caso de natureza suficientemente terrível para produzir uma profunda sensação de alarme na vizinhança. Dois homens foram acusados de bruxaria e canibalismo. Seus nomes eram Pierre Bourgot — ou Pierre, o Grande, como o povo o apelidara em razão de sua estatura — e Michel Verdung. Pierre não ficou muito tempo sob julgamento antes de fazer uma confissão completa de seus crimes. Ei-la: Há cerca de dezenove anos, por ocasião da feira de Ano Novo em Poligny, uma terrível tempestade caíra sobre a região, e, entre outros danos causados pela tormenta, registrara-se a dispersão do rebanho de Pierre. — Em vão — dissera o prisioneiro — eu trabalhei, acompanhado por outros camponeses, para encontrar as ovelhas e reuni-las. Procurando-as, fui a todos os lugares possíveis. Foi então que surgiram três cavaleir...

O LOBISOMEM JACQUES ROULET- Narrativa Clássica de Horror - Sabine Baring-Gold

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  O LOBISOMEM JACQUES ROULET Sabine Baring-Gold (1834 – 1924) Tradução de Paulo Soriano     Em 1598 — um ano memorável nos anais da licantropia — ocorreu um julgamento em Angers, cujos detalhes são terríveis. Num local selvagem e pouco frequentado, nas proximidades de Caude, alguns camponeses, certo dia, encontraram o cadáver de um garoto de quinze anos horrivelmente mutilado e salpicado de sangue.   Quando os homens se aproximaram do rapazote, dois lobos, que lhe dilaceravam o corpo, fugiram para o matagal. Imediatamente, os homens correram a persegui-los, seguindo seus sangrentos rastros, até perdê-los. De repente, agachando-se entre os arbustos, batendo os dentes de medo, encontraram um homem seminu. Tinha ele cabelos e barba compridos e as mãos tingidas de sangue.   As suas unhas eram longas como garras e estavam cobertas de sangue fresco e fragmentos de carne humana. Este é um dos casos mais intrigantes e peculiares que chegaram ao nosso...

O PÂNTANO E O CORVO - Conto de Horror - Maycon Guedes

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  O PÂNTANO E O CORVO Maycon Guedes   É difícil dizer o que eu mais temia naquele horrendo dia: talvez a guerra, responsável pelas dezenas de corpos destroçados ao meu redor; talvez o pântano, frio e pacato como um cadáver, evaporando o gélido aroma de morte iminente; talvez o medo de morrer, por um tiro, uma explosão, gangrena; ou talvez fosse o corvo, maldita ave de crocito ensurdecedor, que movimentava a escuridão de penas feito uma sombra do além, destacando-se ao longe, na nébula sinistra. Diabólica ave de olhos infernais! O combate ceifou muitas vidas, principalmente daqueles que lutaram ao meu lado. A cada minuto a ausência de um companheiro de guerra se fazia presente; bastava um único piscar de olhos para que a próxima rodada de cerveja fosse descartada — "Descansem em paz, amigos!" — Avançávamos em meio às explosões, em dupla, eu e o futuro defunto que na noite anterior cantava para nós uma linda canção, escrita por ele mesmo, dedicada à sua filha, música es...

EROSMANIA - Conto de Horror - Cauê Costa

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  EROSMANIA Cauê Costa   Particularmente, estou cansado de pessoas ao meu redor constantemente repetirem que o amor não existe ou que sequer já existiu algum dia. Falo mais especificamente do amor entre duas pessoas apaixonadas que fazem o possível e o impossível para agradarem uma à outra. Uma relação de amor e afeto mútuo, onde ambas alimentam a ideia de viverem uma vida juntas. Eu acredito no amor. Ele existe! Não tenha dúvidas que existe, pois, todos nós podemos experienciá-lo; de uma forma ou de outra. Por este motivo, resolvi contar essa história para exemplificar meu ponto de vista.     Certo dia, um rapaz no auge dos seus vinte e quatro anos estava voltando do trabalho após o fim do expediente. Seu relógio no braço direito indicava 18:53 da tarde e, apesar do cansaço e da dor de cabeça por ficar a semana toda na frente de uma tela de computador não muito moderna, sentia-se bem. Estava alegre e motivado para chegar em casa o mais rápido possível. ...